terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Dizem muitos poetas que hoje é um dia que nao existirá mais amanhã. Certo, mas as emoções e os sentimentos que vivemos a cada dia nos acompanham sem sombra de dúvida.

Dentro de mim há um turbilhão de emoções tentando conviver numa boa. Tentando entender o que me invadiu e tomou conta de mim sem que eu me desse conta, ou melhor, sem que eu soubesse como é, achando que era dona de tanto sentimento.

É uma nova vida que chega; é um pedacinho meu em dobro que chora, que se mexe, que dorme sereno, que acalma os que dele estão pertinho.

A confirmação de um amor que também contagia se materializa num ser que mesmo tão pequenino, agrega pessoas que estavam longe, fazem rir outros que viviam chorando; alegram muitos que se encontravam tristes. Aproxima. Essa é a palavra. Família.

Chegou o Edurado Mucciolo Correa. A vida que grita, chora e se alimenta com calma na certeza de que estará chegando e muito bem recebido para melhorar o mundo em que vivemos.
Seja bem-vindo, Dudu.

quarta-feira, 30 de março de 2011

URGE A MUDANÇA.





A TRISTEZA É COMPANHEIRA.
A DOR É CRUEL.
O SENTIMENTO DE SOLIDÃO
ESMAGA O COARÇÃO DA MULHER
QUE CHORA
QUE GRITA
QUE QUEBRA
QUE QUER MUDAR
QUE QUER SER VISTA

AO REDOR, NÃO HÁ OUVIDOS QUE PERCEBAM O CHORO
NEM OS GRITOS DE APELO
NEM O SOM DA RUÍNA
NEM A SENSIBILIDADE DA MUDANÇA

NÃO HÁ OLHOS DE VER
ENXERGAR O OUTRO É PERIFÉRICO
VER É PROFUNDO
É PARA QUEM PODE
E
SABE EXERCITAR
PORQUE QUER E PRECISA
SER FELIZ.




NOVEMBRO/ 2009
Posso ter defeitos, vier ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E eu sou a única pessoa que posso evitar que ela vá à falência.
SILÊNCIO..... PRECISO PENSAR.




ANGÚSTIA
PESO
DESCONFORTO
ALMA FERIDA.
CORAÇÃO EM FRANGALHOS
CAMINHO PERDIDO
ROTA PERDIDA

AS CURVAS DA VIDA SÃO INERMINÁVEIS
OS PENSAMENTOS DÃO CRIA
OS CRUÉIS SURGEM COMO RATOS
OS ALVOS
GRITAM
CHORAM
PEDEM SOCORRO!

SILÊNCIO!

PRECISO PENSAR.

NOVEMBRO/ 2009

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

É MUITO TRISTE QUANDO ALGUÉM PERDE UMA PESSOA PARA OUTRA, MAS O PIOR É QUANDO ALGUÉM PERDE O OUTRO PARA SI MESMO.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Para cada manhã uma esperança.
Para cada sorriso, uma vontade de prosseguir.
Para cada amigo, uma certeza de que a vida vale a pena.

É nisso que devemos acreditar porque a indiferença, a raiva, o desprezo, a inveja estão ao nosso lado e não devemos nos deixar invadir por esses sentimentos menores.

A cada indiferença, um sorriso maior.
A cada grito, a procura de um novo caminho.
A cada grosseria, a certeza de que estamos no lugar errado e que é preciso mudar, sacudir a poeira e deixar para trás essa dor, pelo menos essa, que, desse jeito, não vai passar.

Precisamos, ao menos, conhecer outras dores, porque antes delas, haverá alegria, sorrisos, projetos e um tempo para respirar até que a próxima se instale.

BRINCAR COM A VERDADE É PERIGOSO. MUITO PERIGOSO.
TUDO NA VIDA ESTÁ SEMPRE POR UM FIO.
Frustração.
Esse é o sentimento.
Inacreditável resolver uma relação sozinha.
O silêncio está pesado.
a alma dói, mas parece leve.

Assim são os dias; sem graça, mas promissores.
Calmos, mas tempestuosos.
A casa parece cheia de chumbo. Pesada.
Não saio do quarto.
Preciso de mim.
Preciso muito de mim.
Preciso de mim inteira.
Preciso juntar os pedaços e me reconhecer como outra.
Como aquela que nunca fui.
Claro que há sofrimento, mas vai passar.
como tudo na vida, vai passar!
Há um nó se desfazendo no meu peito.
O nó que me acompanha há muito tempo.
Quero preciso gritar que estou viva.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

TALVEZ... QUEM SABE?

Se você soubesse como é doloroso um momento de solidão, talvez entendesse a dor.

Se você soubesse como é frustrante a negação de um sorriso, talvez entendesse a minha angústia.

Se você soubesse como um olhar carinhoso aquece um corpo gelado de medo, talvez você entendesse o frio do abandono.

Se você soubesse como é triste a ausência de quem se ama, talvez entendesse o vazio de um corpo.

Se você soubesse como machuca o tom agressivo de uma voz, talvez entendesse o silêncio de uma lágrima.

Se você soubesse como é vazio o momento sem você, talvez entendesse um peito repleto de saudade.

Se você soubesse o sabor de um beijo, talvez compreendesse a ansiedade de uma boca sedenta.

Se você soubesse a dimensão de um sentimento maduro, talvez pudesse reconhecer um amor de verdade.
Este poder que as mulheres têm de sair inteiras de mergulhos profundos nos poços da vida é que , com certeza, me permite traduzir emoções, relatar aventuras e questionar a validade dessas surpreendentes e novas experiências.

Escrevo, não por acaso, não por obrigação, mas a dança do lápis se dá, quando as emoções explodem e precisam sair. Quando e onde somente elas podem determinar e exigir. Muitas vezes, quando quero, os traços são lentos e preguiçosos. Vazios.

Muitos, talvez, não entendam o meu falar de angústias, de grandes amores, de grandes abandonos, de exploradas conquistas, mas o que somos nós senão um somatório de tudo e de todos? Do bom e do ruim?
Falo do bom e do ruim com o mesmo desprendimento, pois um não seria parte de mim, se o outro não ocupasse minha outra metade.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Quanto espaço!
Quanto ar!
Quanta dor!
O inconsciente é realmente uma loucura!
Faz do paradoxo o real comando da vida. Nao é admissível alguém viver com tanta tristeza.
Engraçado que nao me sinto triste.

Essa que sofre, que chora, que é se acha dependente do que magoa, sei que não sou eu.
Mas é tão difícil sair dessa armadilha.
Eu quero ser feliz - sempre.
Eu sou.
Mas estou num papel que não é meu.
Não quero, nao gosto de ser assim.

Sinto que estou cada vez mais perto da liberdade
Sinto a crueldade cada vez mais longe de mim.

Hoje eu assumo a responsabilidade de ser mais feliz a cada dia.
Cada dia mais livre e mais presa a mim mesma.
Porque eu sou especial sim.

Há amores passageiros; esses nao são os primeiros, principalmente o primeiro. Inesquecível, lindo, puro, perfeito. Até... surgir o amor verdadeiro. Essse sabemos que nao há, mas tenta-se.
Então aquele que encanta, cresce e dura,mas acaba. Nossa!
São tantos, são lindos, são tolos.

Mas há sempre aquele que nos acompanha onde quer que estejamos, com quem quer que vivamos.
Esse é realmente o amor com letras maiúsculas.
Se não está conosco, está cravado no fundo do coração e sempre que o pensamos adormecido, ele acorda e mostra que é motivo de muita saudade.
Esse é eterno!

Por enquanto...

Na rua, olhares perdidos como o meu.
Pessoas pesadas como minha angústia.
Esse é meu juízo de valor para o mundo que , cinza, pesa na minha alma.

Um olhar gelado, mata.
O desprezo, anula.
A companhia se esvai.
Quanta solidão a vida a dois me trouxe.
E não vejo jeito de ser diferente.
A rua é minha liberdade
A casa minha prisão que como ímã
me enclausura.

domingo, 3 de janeiro de 2010

UM PEDAÇO DE MIM


Há um vazio enorme
Mas há muito lugar para a dor

Há um lugar sombrio
Acumulado de mágoas
Reiterado de perdas e não de ganhos.

É um buraco profundo e negro.
É a ausência.
É o abandono.
É o não confiar
Em ninguém... em nada.

Mas, e em mim? Ah! Isso sim.
Tenho muita
Mas essa confiança veio
Acompanhada de muita dor;
De não ter com quem contar nunca.

Tudo sempre foi à porrada.
A vida inteira foi assim.

Estou cercada de pessoas
Amigas, eu sei.
Mas até quando?

Sei que há sempre alguém
Tirando de mim o que já não tenho
Ou nunca tive.
Sei lá!

Nada é fácil. Nunca foi.
Para conseguir é preciso
Pedir, implorar, gritar
Chorar
Quebrar
Dar uma de louca
Destruir

Tenho erros, falhas, equívocos, mas
E ouvir que o que eu quero não é importante?

Choro! Choro! Choro!
Por enquanto.

Mara Gonçalves/2008

ESPAÇO

Agora estou aqui.
Sentada na sala ouvindo o silêncio
Ensurdecedor do seu sono.
Assim a vida passa.
Eu aqui e você....
Não sei realmente onde você está.
Sabe eu procuro por você todos os dias
E, sinceramente, nunca encontro nada
Nada diferente daquele homem que tem
O olhar perdido no nada,
A voz calada na indiferença
O desejo sabe-se lá em que lugar.
Tenho saudade das promessas que você me fez.
Daquele homem que pensei conhecer.
Hoje você me parece mais um menino
Que precisa de colo - não do meu.
Que não sabe amar – nem a mim.
Porque não se ama.
Seria bom se pudesse perceber a sua imaturidade
emocional.
Está nela a sua falta de presença no mundo.
Continuo olhando pra você e cada vez sua imagem
está mais difusa, confusa, sem dono, opaca
desaparecendo.
Não sei como você consegue acordar e não ter para
quem dizer bom dia.
Mara Gonçalves/2009
Mais um dia (para meu irmão)

É estranho acordar
enquanto você dorme.
Dorme há dias.
É estranho falar
Enquanto você permanece mudo.

Houve tanto para ser dito,
Não se escutou
O silêncio foi maior.

É estranho!
A iminência da morte me levou mais uma vez
A você
E mais uma vez você não percebeu.

Mas você continua aí
No seu mundo que nem é seu.
Ruim. Triste. Opaco.

Olho para você e me pergunto
Quem é esse homem
Que passou pela minha vida e não entrou,
Que passou na minha vida
e não me ajudou a escrever uma história bonita.
Nem sei, na verdade, como você é...

Idéias, palavras, quantas presas em você!!!

Na minha vida há páginas em branco
Cujo personagem deveria ter sido você.
Há nelas um buraco profundo.
Oco. Doído. Escuro.

E mais ou menos como diz o poeta

“nem que eu bebesse o mar
encheria o que eu tenho de fundo”.

Falta sua!

Mara Gonçalves

quinta-feira, 1 de outubro de 2009


Amanhecer sem você...
Sem o som do seu caminhar
Sem seu olhar de bom dia
Que vazio!!!!!
Ainda sinto sua presença - vou sentir sempre
seu cheiro, seus sons
Quem pode entender nossas longas conversas?
Quem pode entender nossa cumplicidade e a falta que você me faz?
Quem vai me ouvir com carinho e atenção?
Saudade do seu olhar, da sua companhia amiga e sincera.
Está difícil, meu amigo, meu cão amigo.
Tenha a certeza de que amei e amo você incondicionalmente.
O sofrimento nao tem cura! Como dói saber que vocÊ nao estará nunca mais comigo.
Sei que chegou sua hora e quem ama deixa partir.
Segue em paz, meu amor. 31/05/2009

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

No silêncio

Ouço no silêncio da minha quietude, um turbilhão de dúvidas e outros tantos de certezas.
Nossa! Como é difícil viver!
Cheguei às portas da terceira idade e sei que ainda não aprendi nada ou quase nada.
Visitar vez ou outra minha alma é doce e cruel. É a eterna dualidade cantada pelos poetas. Uma parte de mim ... outra parte.
Difícil mesmo é conviver com a dúvida. Será que o amor existe?
Estou chegando à conclusão de que amor é doença que mata, que degenera o corpo, a alma, que estraga o dia e aperta o peito durante a noite na tentativa de sufocar um grito de liberdade “parado no ar”. São amarras cruéis que só fazem mal.
Os amores secretos, silenciosos, escondidos, esses duram e fazem bem, pois não são corridos por um desejo infantil de estar junto de alguém o tempo todo. Isso é loucura.
Esses amores são cúmplices e sintonizados, não invadem e chegam sem serem chamados e, pasmem, na hora certa.
Como faz bem!!!!!
Experimentar meu espaço, perceber minha amplitude
Sentir-me bem e me saber na medida só é possível quando estou sozinha, não na solidão- aprendi que sentir solidão não é ser solitário. Podemos ser o centro das atenções e profundamente solitários e podemos estar sós e bem acompanhados de nós mesmos.
Um dia eu chego lá.
Mara Gonçalves / dez 2008